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O termo japonês Zen (em chinês Ch'an) é a forma abreviada de Zenna, derivado do chinês Ch'an-na, que por sua vez vem de Dhyana (meditação em sânscrito). Em coreano, é chamado de Soen; em vietnamita, chama-se Thìên.
O
buddhismo Zen é baseado na idéia de que, já que todos os seres
sencientes têm uma natureza búddhica, para atingir a iluminação é
apenas necessário descobrir este buddha interior. Enganam-se porém, as
pessoas que muitas vezes acreditam que este "descobrimento" da
natureza búddhica interior pode ser atingido sem trabalho. A prática
Zen real é muito disciplinada e muitos anos de estudo devem
necessariamente preceder a liberação "súbita" na verdade.
Apesar de para os menos avisados, parecer o contrário, o Zen, como todas as escolas do buddhismo, tem uma base racional. Não depende nem da fé nem de dogmas petrificados, mas somente da experiência direta e da observação sem preconceito. Como uma escola buddhista, contudo, o Zen tem seu alicerce nos insights comuns a todas as outras linhagens. Essa base comum repousa na experiência. Isto é, naquela área onde a ciência e o misticismo se encontram. A única diferença entre esse dois campos de experiência é que a verdade da ciência — sendo dirigida aos objetos externos — pode ser provada de maneira "objetiva", ou melhor, demonstrada, enquanto o misticismo, dirigido ao sujeito, pertence à experiência "subjetiva". O Zen, como todas as escolas buddhistas, se mantém à parte das opiniões pré-concebidas, dogmas e artigos de fé, juntamente com tudo que normalmente recebe o nome de "religião".
A Origem do Zen
Segundo a história tradicional, a primeira transmissão “mente a mente” (ou “coração a coração”) ocorreu na Índia, durante uma palestra de Buddha a uma grande assembléia na montanha Gridhrakuta, que reunia mais de mil e duzentos discípulos.
O Buddha Shakyamuni, com um sorriso inspirador em sua face, elevou o braço, segurando apenas uma flor de lótus dourada. Neste momento, houve um silêncio total.
Nenhum dos discípulos arriscou-se a dar nenhuma
interpretação e, durante esse longo momento de impasse, seu discípulo
Mahakashyapa (famoso por sua extrema sisudez) respondeu-lhe com outro
sorriso misterioso. Ninguém da assembléia entendeu o sentido e
significado do feito de Buddha e, mais tarde, ele anunciou que o mais
profundo Dharma da verdade tinha sido transmitido ao discípulo
Mahakashyapa. O Desenvolvimento Desde então, durante vinte e oito gerações (quase
mil anos), ocorreu essa transmissão de "mente a mente". Até
que Bodhidharma (em jap. Bodai Daruma, 470-543), um patriarca
indiano, levasse essa tradição à China, durante a dinastia Han. Em 527, o patriarca fundou a escola de Dhyana
dentro do templo Shao-lin, como uma escola diferenciada do buddhismo e
que veio a se consolidar mais tarde. A palavra Dhyana foi
traduzida para o chinês como Ch'an-na ou abreviadamente Ch'an
(Zen, em japonês), que é o estado que propicia quietude da mente,
desapego em relação à nossa preocupação e às necessidades
imediatas. O Ch'an se desenvolveu rapidamente na China, tornando-se,
dentro do buddhismo, um ramo independente do pensamento filosófico,
tendo exercido influência nas artes, na cultura e nos costumes
chineses. Seu enfoque está na compreensão imediata, no
despertar interior, transpondo toda barreira lógica dualista e as
regras impostas pelo padrão religioso e cultural. As sutilezas da
poesia e da pintura chinesa carregam exatamente o brilho do Zen.
O
Ch’an (Zen) chega ao Japão Durante o período Kamakura (1185-1333), o
buddhismo Ch'an foi introduzido no Japão, onde passaria a ser chamado
de buddhismo Zen. Em 1191, o monge japonês Myôsan Eisai (ou Yôsai,
Zenko Kokushi, 1141-1215) levou a linhagem Lin-chi da China para o Japão,
onde passou a ser chamada de Rinzai. Em 1227, outro monge japonês,
Eihei Dôgen (ou Shôhyô Daishi, 1200-1253) levou a linhagem chinesa
Ts'ao-tung, que passou a se chamar Soto em japonês. A linhagem Rinzai tornou-se popular entre os
samurais, shôguns e aristocratas, influenciando o código de honra dos
guerreiros ou Bushido. Atualmente ela possui nove subdivisões e
conta com aproximadamente 7 mil templos e monastérios. Já a escola
Soto, foi difundida principalmente entre os camponeses graças ao
trabalho do monge japonês Keizan Jôkin (1268-1325). Hoje, a escola
Soto tem nove subdivisões e possui aproximadamente 14 mil templos e
monastérios.
O Zen Budismo no Brasil O Budismo chegou ao Brasil na década de trinta,
trazido pelos primeiros imigrantes chineses, japoneses e coreanos. E o
fato de sua chegada ter sido um tanto tardia, propiciou uma situação
única e bastante promissora, pois o “Zen Brasileiro” encontrou um
terreno “limpo”, sem as influências encontradas nos países que já
o praticam há muitos séculos e que por isso, acabaram por adaptar a
doutrina às suas próprias culturas e necessidades. Tendo a plena consciência do quão benéfico pode
ser aos brasileiros, o aprendizado e a prática de acordo com os
ensinamentos originais deixados por Shaquiamuni Buddha, os sacerdotes
que atuam no país, têm-se esmerado para semear o solo fértil que se
apresenta, com as sementes mais puras que conseguiram obter, através
dos muitos anos de estudo e práticas.
Os principais monges Zen atuantes no Brasil, são:
Retornou ao Brasil em 1995 e liderou as atividades no Templo Busshinji, bairro da Liberdade, em São Paulo, e sede da tradição Soto Shu para a América do Sul durante seis anos.
Foi, em 1997, a primeira mulher e primeira pessoa de origem não japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, por um ano. Participa de encontros educacionais, inter religiosos e promove a Caminhada Zen, em parques públicos, com o objetivo de divulgação do princípio da não violência e a criação de culturas de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos.
Coordena as atividades de centros de prática nos seguintes endereços: São
Paulo Tenzui Zen Dojo Rua Arruda Alvim, 127 (próximo a Estação Clínicas) - Bairro Pinheiros Tel.: (11) 3062-8964
Atividades: Todos
os dias da semana Terças-feiras Quartas-feiras Quintas-feiras Sexta-feiras Sábados Domingos
San Zen Dojo Responsável: Getúlio Taigen Tel.: (021) 9684-7831
Em 1981, o monge Tokuda fundou o Instituto de Medicina Tradicional Chinesa Vitória Régia, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Em 1984, fundou o Mosteiro Zen Pico de Raios e o Centro de Cultura Oriente-Ocidente, na cidade de Ouro Preto – também em Minas. Em 1993, fundou o Centro Zen do Planalto, em Brasília. Desde 1980 mantém grupos de prática Zen Budista na Alemanha, França, Itália, além de ministrar curso e palestras por todo o mundo. Em 1995, fundou a École Nonindo de Medicine Traditionelle Chinoise, em Paris, e a Association Mahamuni de Paris. Hoje é professor de Filosofia Budista na Université Boudhique Europeénne, em Paris. Está empenhado também na criação de um Mosteiro Zen na localidade de Lavras Novas (Mosteiro Zen Serra do Trovão), município de Ouro Preto.
Coordena os seguintes centros de prática:
Rio de Janeiro Centro Zen do Rio de Janeiro Tel. 5521-521-8423 Rua Saint Roman, 16 - Copacabana CEP 22071-060
Minas Gerais Mosteiro Zen Pico de Raios Caixa Postal 101 - Morro de São Sebastião - Ouro Preto CEP 35400-000
Mosteiro Zen Serra do Trovão Caixa Postal 102 - Ouro Preto CEP: 35400-000
Sala de Meditação Zadan Tel.: (31) 463-4158, Rua Mármore, 386 - Bairro Santa Tereza - Belo Horizonte
Brasília Centro Zen do Planalto Tel.: (61) 500-1522 / (61) 347-0038 Condomínio Rural Fazenda Santharém - DF
1992 - Fundação do Hokaiji International Zen Temple, em St.Agrève,
França
Associação
Zen Budista de Porto Alegre
Atividades:
Zazen Estudo
do Sutra do Coração e Zazen
Introdução
ao Zazen, com orientação aos principiantes
Cerimônia
de Uposata: “Reflexão e renovação dos preceitos”
Cerimônia
de Kuyô: “Apoio às pessoas com dificuldades, doentes ou falecidas”
Aula
de Shiatsu com o Mestre Moriyama Roshi Sesshin
(Período de prática intensiva de meditação)
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